Macaxeira Geral

Um blog de raiz

Uma das maiores vergonhas da humanidade é a fome, que em pleno século XXI ainda teima em passear pelo planeta, apesar dos avanços tecnológicos.

Palavra fácil nos discursos de políticos em campanha, a “fome” vira um mote para venda de promessas eleitoreiras, que logo são esquecidas após a posse.

Uma das mais contundentes denúncias  sobre as mazelas da fome no mundo veio de um pernambucano, que se estivesse vivo completaria hoje cem anos.

Em 5 de setembro de 1908, nascia Josué de Castro, pernambucano cidadão do mundo, que virou símbolo do combate à fome em todas as partes do planeta.

Em janeiro deste ano escrevi uma resenha do livro Fome. Um tema proibido, que estava lendo na ocasião e que mexeu muito comigo. Já tinha lido Homens e Caranguejos, a única incursão do médico pela ficção; mas é uma ficção que em alguns momentos chega a ser dura, seca, de tanta realidade que ela descreve, realidade perceptível em esquinas e sinais aqui de Recife…e não deve ser diferente em outras grandes cidades do país.

O pior de tudo isso (e o mais triste) é que, mais de sessenta anos depois, os seus artigos e ensaios não ficaram velhos. Eles têm um infeliz gosto de atualidade.

Estou me preparando para ler Geografia da Fome, de 1946, livro que o tornou conhecido em todo o mundo.

Com seus direitos políticos cassados em 1964 pela ditadura militar (Josué de Castro tinha sido Deputado Federal de 1954 a 1962), ele exilou-se na França, onde morreu em 1973.

Quem quiser conhecer mais um pouco sobre esse grande cidadão do mundo, é só acessar a página oficial de Josué de Castro.

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Uma das notícias mais bizarras que li semana passada foi sobre a decisão da Warner Bros. de que o próximo filme do Super-Homem terá um clima sombrio, tipo o tenebroso tom dos filmes do Batman, principalmente do último Cavaleiro das Trevas.

Peraí, pára tudo! Parem as prensas (sempre quis dizer isso)!!!

Como assim, um “Super-Homem sombrio?”

Parece até que os executivos da Warner, dona da DC Comics[bb], nunca leram uma hq do azulão. A própria origem dos personagens é marcada pelos opostos. Todos os dois são órfãos, mas as semelhanças acabam aí.

Kal-El, filho de Jor-El e Lara, do planeta Krypton, foi enviado a Terra para escapar da iminente destruição do seu mundo. Aqui, caiu no Kansas (EUA), foi criado por uma típica e conservadora família protestante  norte-americana, que o orientou a usar seus milagrosos poderes especiais para combater o mal e defender o modo de vida americano. Para isso, ele escolheu um uniforme colorido e brilhante, com as cores da América e partiu para a vida super-heroística utilizando o nome de Superman[bb] (ou Super-Homem na verão brasileira).

Bruce Wayne, filho de Thomas e Martha Wayne, viu os pais serem assassinados por um bandido de quinta categoria, quando tinha oito anos de idade. Daí em diante, jurou usar toda a sua fortuna para combater o mal na degradante cidade de Gotham City. Para isso, escolheu a assustadora figura de um morcego e partiu para dar porrada nas almas sebosas utilizando o nome de Batman[bb].

Pronto, simples assim. A partir dessas premissas, os dois personagens começaram a ser classificados como antagônicos: o Super era representante da luz, pois ele tem a capacidade de sempre esperar o melhor da humanidade; ele é um otimista e prefere não se intrometer muito nas questões humanas e servir mais como uma inspiração, um símbolo.

O Batman era o representante das trevas, pois ele tem a capacidade de sempre esperar o pior da humanidade; ele é um pessimista e prefere meter o bedelho onde não é chamado e servir mais como um símbolo do terror (”criminosos são covardes e supersticiosos”) do que como inspiração.

Aí, vem o segundo filme da nova franquia do morcegão, Batman, O Cavaleiro das Trevas, que faz um sucesso estrondoso e pronto: os executivos, ainda ressabiados com a pífia recepção do retorno do  azulão (Superman Returns, uma bomba H de tão ruim) acham que é só pegar o clima sombrio do Batman, fazer control c + control v e voilá! O novo filme do Super-Homem vai ser um sucesso!

Todo mundo fica dizendo que o Cavaleiro das Trevas abre um novo parâmetro para os filmes de super-heróis a partir de agora. Acho que até eu falei isso em algum lugar. Mas agora, depois de ver o filme de novo, acho que ele pode ser, sim, um modelo a ser seguido, mas que DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DO PERSONAGEM!

Pegar, por exemplo, o Flash[bb], ou o Homem de Ferro[bb] ou ainda o Arqueiro Verde e fazer um filme dark só porquê pode ser um sucesso ao ser comparado com o filme do Batman, é de uma idiotice sem tamanho.

Espero que alguma alma da Warner que tenha os pés mais no chão atente para essa maluquice e faça um filme do azulão digno do personagem, ao nível de Superman I e II, do eterno Christopher Reeve.

Até porquê um personagem que usa sunga vermelha sobre um colante azul celeste não pode ser considerado um super-herói dark, não é mesmo?

P.S.: Mas até que o logo do Super em versão darkknight fica legal, né?

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Quando alguém toma a decisão de se mostrar na web através de um blog, a primeira coisa que passa pela cabeça é que o negócio vai ser fácil. Afinal, existem milhões de templates grátis prá você utilizar sem culpa, não é necessário ter um domínio próprio para começar e ainda se tem a liberdade de falar o que der na telha.

Tentador, não?

O problema é que, quanto mais você mergulha nesse universo, mais você quer. Aí, vem a necessidade de ficar mais conhecido, de ser fazer presente na blogosfera, de ter pelo menos alguns comentários sobre o que você escreve e, claro, ganhar um trocadinho com seu blog.

Quando chega esse momento, bate o desespero e, em alguns casos, chega a temível e conhecida Síndrome da Invisibilidade Blogueira!

Mas uma das coisas mais legais na arte de blogar é que você nunca está sozinho.

Um desses anjos da guarda da blogosfera é a Nospheratt. Lá no seu blog, o Blosque.com, ela ensina o caminho das pedras para quem está começando na arte de blogar. Ou para quem já começou mais quer aprimorar ou ampliar o que já aprendeu. Com posts objetivos, detalhados e que vão direto na jugular, a Nospheratt não deixa pedra sobre pedra quando o assunto é aprender a transitar com qualidade e responsabilidade por esse universo.

Pois agora a Nospheratt se superou: ela juntou todas as suas dicas e criou o Bê-a-Blog, um manual de sobrevivência para aqueles que estão começando a se aventurar na selva blogosférica. E o melhor de tudo: de grátis!

Então, caro blogonauta, se você quer aprender tudo sobre ter um blog conhecendo as essenciais dicas da Nospheratt, baixe aqui o Bê-a-Blog e enjoy it!!!!

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Identidades Pós-Modernas

Um dos conceitos mais complicados e polêmicos da contemporaneidade é o de Pós-Modernidade.

“Pós” dá a entender que é aquilo que vem depois de alguma coisa. Pós-Modernidade, então, seria algo que veio depois da Modernidade?

Mas o que é Modernidade?

<modo acadêmico on>

Segundo Marx (o Karl, não o Groucho), modernidade “é o permanente revolucionar da produção, o abalar ininterrupto de todas as condições sociais, a incerteza e o movimento eternos. Todas as relações fixas e congeladas, com seu cortejo de vetustas representações e concepções, são dissolvidas, todas as relações recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo que é sólido se desmancha no ar…

</modo acadêmico off>

Entendeu?

Pois se a modernidade é todo esse turbilhão aí, a Pós-Modernidade veio chacoalhar mais ainda o negócio.

Para o crítico literário Fredric Jameson (um popstar sociológico da pós-modernidade), o pós-modernismo seria a lógica cultural do capitalismo tardio, uma fase do capitalismo onde a imagem é o centro de tudo, a imagem é o real; outras características são a ausência ou a crise da história, o forte incentivo ao consumismo e a superficialidade de tudo. E, prá fechar, na pós-modernidade o que impera é a falta de um estilo pelo fato de todos os estilos serem válidos: a paródia, a ironia, o pastiche é que ditam as regras.

Pois bem, ainda tem mais.

Temos que distinguir Pós-Modernidade de Pós-Modernismo. Parece igual, mas é diferente. Prá simplificar, Pós-Modernismo tem a ver com estilo. Pós-Modernidade, com o contexto sócio-político-cultural, com os conceitos de época, tempo, lugar, o aqui-agora.

Uma das discussões mais interessantes da pós-modernidade é sobre “identidade fragmentada”.

Segundo Stuart Hall,no seu excelente livro “A Identidade Cultural na Pós-Modernidade”, diz que “as velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado. (…) O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um “eu” coerente”.

Tipo assim: todo mundo tem máscaras; você não é a mesma pessoa em diferentes cenários da sua vida: casa, trabalho, faculdade, rua…

Você usa linguagens e posturas distintas em cada um desses locais. Você é pai (ou mãe), marido (ou esposa), filho(a), empregado (ou chefe), aluno (ou professor), um simples transeunte…

Hoje em dia, esse conceito foi ampliado por causa da tecnologia. Você tem novos espaços para exercitar outras máscaras. Então, você usa nicknames, avatares, ícones…

Conversa com gente de qualquer lugar do mundo, na hora que quiser e onde você estiver. Nesse processo, você soma identidades: moderador, blogueiro, comentarista, leitor, autor, webdesigner, podcaster…

Como cabe tanta coisa numa pessoa só? Múltiplas personalidades, fragmentação, pensamento divergente, polifonia…

Esse negócio de identidade fragmentada é ou não é interessante? Tão boa quanto é a questão da compressão espaço-tempo (eu gosto dessa, lembra ficção-científica), perfeitamente mais perceptível pela velocidade das comunicações e pelo acesso à web. O mundo é aqui!

Quais identidades secretas (ou não) você tem, caro leitor(a)?

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Esse senhor bigodudo aí foi o meu almoço de hoje.

Quer dizer, não específicamente este da foto, mas um parente dele.

Com dois filés de surubim dando sopa no freezer, decidi hoje ir à cozinha e fazer o almoço. Quer dizer, parte dele, já que o arroz maravilhoso ficou por conta de Tita.

Corri prá web atrás de uma receita fácil e cujos ingredientes eu tivesse em casa. Não ia dar certo, né?

Depois de várias tentativas, nada feito. Então, decidi fazer um filé de surubim ao suco de limão e caldo de galinha. Nasci prá chef, não nasci?

Cortei os filés, coloquei 50 ml do caldo de galinha (os outros 350 ml foram pro arroz), suco de um limão, sal a gosto, orégano, coentro. Deitei os filés nesse caldo e deixei marinando uns vinte, trinta minutos. Depois, empanei os filés com farinha de trigo.

Esquentei o óleo e fritei os filés em cima de uma “caminha” de cebola e pimentão.

E aí, ficou bom, tio?

Mais ou menos. Acho que a quantidade de limão foi demais. Em alguns momentos, o limão imperava. Mas, quando o peixe vencia, o sabor era…diferente.

Tita declinou (ela só gosta de peixe tostado, e o filé não ficou assim tão tostado) e fritou uma linguiça de frango.

Como eu gosto de peixe até cru, achei uma dilícia, mas poderia ter ficado melhor.

Preciso voltar a cozinhar com mais frequência, pois acho que estou perdendo a mão!

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Uma das coisas mais idiotas que li esta semana na web foi sobre a intenção da Warner Bros. em fazer do próximo filme do Super-Homem uma coisa parecida com o clima sombrio do Cavaleiro das Trevas, o mais impactante filme do morcegão de todos os tempos.

Pára tudo!

Como assim, fazer um “Super-Homem mais sombrio?”

Será que esse pessoal da Warner, que é dona da DC Comics, nunca leu uma hq sequer dos dois personagens, para ver que um é o oposto do outro? Batman é as trevas, Super-Homem é a luz. Essa dualidade tão acentuada nas hq’s vai ser jogada pro alto só por causa de grana?

Isso é tão estúpido que merece um post específico. Amanhã tem mais.

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A seleção pernambucana finalmente saiu da maré de azar e bateu o Internacional na Ilha, hoje, por 1 x 0. Com a vitória, o Sport chega à nona posição na tabela do Brasileirão. Uêba, rumo à Sul-Americana!!!

Já o Náutico continua na zona de rebaixamento, na 17a. posição, após empatar com o Botafogo lá no Rio de Janeiro. Sorry, barbies.

E o Santa Cruz depende de uma combinação digna de física quântica para permanecer na série C. Quer dizer, já era.

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Uma boa semana para todos!

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Hoje é o Blog Day 2008!

O Blog Day é um evento (é?) que acontece todos os anos, no dia 31 de agosto e cuja data foi escolhida porque 3108 lembra a palavra blog. Ué, não está percebendo a semelhança? Olha aí embaixo, então!

Percebeu? Nesse dia, quem tem um blog deve contribuir divulgando outros blogs. É só escrever um post e apresentar cinco blogs dos quais você gosta mais.

Êita, pense numa missão difícil: já li, reli, trili e bruceli todos os feeds que assino e tenho pelo menos uns vinte blogs que acompanho diáriamente. Como alguns são bem conhecidos da blogosfera, vou tentar seguir a filosofia do Blog Day e indicar aqueles que conheci a pouco tempo, com apenas duas exceções:

Wwwhat’s new? - Quer conhecer todas as novidades que surgem no mundo das aplicações web gratuitas, com posts diários e cheios de detalhes? Então, você precisa conhecer a versão brasileira do Wwwhat’s New?, capitaneada pelo espanhol-pernambucano Juan Diego Polo, com a colaboração de mais um monte de gente legal, como o Yeltsin Lima, do SmileHappy. Leitura diária no meu Netvibes!

Nódoa do Universo - Conheci o blog do Bruno Pedrassani faz pouco tempo, fuçando os comentários de outro blog. De início, gostei do nome do blog; depois, do conteúdo. O Nódoa do Universo é um blog sobre qualquer coisa e o diferencial aqui é o texto, que tem personalidade e humor na medida certa. Vale a pena.

Acerto de Contas - blog pernambucano capitaneado pelo jornalisa Marcos Bahé e pelo professor universitário Pierre Lucena, com mais alguns colaboradores. Tendo como assuntos principais política e economia, o blog se destaca pela maneira descomplicada com a qual comenta esses temas.

Blog dos Quadrinhos - O melhor blog sobre quadrinhos da web, conduzido com muita competência pelo professor Paulo Ramos. Notícias, entrevistas, lançamentos, resenhas…tudo ao mesmo tempo agora! Se você gosta de quadrinhos, este é o seu blog. Este é o primeiro da minha cota de blogs veteranos. O segundo é…

Blosque - Não tem prá ninguém: se você está começando a blogar, que aprender como melhorar o visual do seu blog, como se comportar na blogosfera, como utilizar imagens legalmente e tudo o mais relacionado à arte de blogar, este é o seu lugar! Nospheratt te entrega tudo de graça, com uma linguagem sem rodeios. Vai lá e aproveita o recém-lançado Bê-a-Blog, um manual gratuito para quem está começando!

Missão cumprida! Independente do Blog Day, divulgue os seus blogs favoritos. A blogosfera brasileira agradece!

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Eleição no Brasil é mais engraçada do que o Casseta e Planeta (aliás, qualquer coisa hoje em dia é MAIS ENGRAÇADO do que o Casseta e Planeta).

Quem puder assistir pelo menos um dia do guia eleitoral na tv, vai ver que tenho razão. Os nossos candidatos à vereador, na maioria dos casos, já valem um bom programa humorístico.

Tem de todo tipo concorrendo à uma vida boa e tranqüila na câmara dos vereadores. Lembram de Tati Pink, do BBB (não me pergunte de qual edição…)? Tá querendo ser vereadora.

E também temos o folclórico Mauro Shampoo, cabelereiro, homem e que já foi jogador do lendário Íbis, time pernambucano campeão em derrotas, que até no Guiness já figurou como o Pior Time do Mundo.

E tem mais figuras como: Gordo da Salada, Faca Cega, Marrom de Afogados, Brucutu (esse é candidato da cidade de Olinda). Até o Barack Obama tá querendo ganhar uns reais como vereador, lá na cidade de Petrolina.

Mas ao mesmo tempo em que é hilário, também é assustador pensar na possibilidade de alguns deles conseguirem ser eleitos. :(

Mas o pior do que ver um monte de marmanjo (e marmanja também) pagando mico na tv e fazendo o eleitor de palhaço, é conhecer algumas das propostas dos candidatos à prefeito da Capital Pernambucana.

Mendonça Filho, do DEM, promete, na área de saúde, acabar com o caos no atendimento à população de baixa renda encaminhando o povo para clínicas particulares, onde serão atendidos gratuitamente nas especialidades médicas com mais demandas.

Sei não: embora ele afirme ter dinheiro para tal, fico pensando se ele não vive em outro universo. Porque, se para quem tem plano de saúde marcar uma consulta já é difícil (nunca consigo uma vaga para a mesma semana, a não ser com muito jeitinho), imagina quando os consultórios começarem a receber as demandas dos sem-plano.

Raul Henry, do PMDB,  parece ser um cara sério, mas o Compaz, sua proposta de implantar em áreas de risco social “equipamentos de primeiro mundo com laboratório de informática, banda larga, cine-teatro, cursos de arte e capacitaçao profissional, campo de futebol, piscina semi-olímpica, posto policial, consultoria empresrial, crédito para pequenas e microempresas, equipes de advogados, psicólogos e assistentes sociais, entre outros serviços” me parece a ilha da fantasia.

Além disso, o candidato peemedebista prevê a construção de dois hospitais municipais. Será mesmo necessário? O correto não seria reforçar as policlínicas existentes ou criar clínicas nos bairros, bem servidas de médicos, para desafogar os grandes hospitais da região?

Mas o campeão de propostas do outro mundo é o PSTU, que nos legou excelente bordão “contra burguês, vote dezesseis“.

A candidata Kátia Telles até que tem propostas justas e necessárias, como igualdade salarial entre homens e mulheres e políticas de atenção às mulheres que trabalham na zona rural. Mas algumas são tão impraticáveis que terminam soando como piada:

- passagem de ônibus grátis para estudantes, desempregados e portadores de necessidades especiais = aqui, uma gafe: os portadores de necessidades especiais já não pagam passagem.

- Estatização do transporte público e do Porto de Suape;

- Congelamento imediato do preço dos alimentos e reajuste automático dos salários.

Essas propostas, assim como as dos outros candidatos, não respondem a uma questão crucial: de onde virá o dinheiro para sustentar tudo isso?

E só para constar: alguns desses senhores candidatos já passaram pelo governo, seja como vice-governador ou governador tampão, secretário de turismo, de planejamento e pela própria prefeitura. Ué, então porquê não fizeram pelo menos 0,5% do que estão prometendo agora?

Tá na hora de abrir o olho, eleitor!!!!

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O Orkut é a Web 2.0 das massas

Mapa da Web 2.0, elaborado pela Future Exploration Network

Mapa da Web 2.0, elaborado pela Future Exploration Network

Uma das coisas que tem me fascinado no mundo da tecnologia é a chamada Web 2.0.

Tenho lido e pesquisado tanto sobre cloud computing, redes sociais, blogs, wikis e afins que me senti tentado a dividir o pouco que aprendi com outras pessoas, com o objetivo de catequizar mesmo.

A oportunidade surgiu durante uma semana de mini-cursos na faculdaded onde leciono. Fui “intimado” a participar, já que nas duas edições anteriores tinha ficado de fora.

A primeira coisa que veio à mente foi: WEB 2.0!

Com o pomposo título de “Web 2.0: você está preparado para a internet do século XXI?”, o mini-curso tinha como meta apresentar os conceitos básicos sobre blogs, wikis, redes sociais e afins.

Eu sabia que ao perguntar sobre redes sociais, o Orkut ia ser unanimidade em conhecimento e utilização; mas achei que talvez alguém conhecesse coisas como o Google Docs e blogs, por exemplo.

Aí veio o susto!

Ninguém sabia absolutamente nada sobre essas coisas. Quer dizer, um ou outro aluno conhecia o MySpace e tinha ouvido falar do Facebook e do Hi5. Blogs? Boa parte sabia o que era, mas tinha gente que nem sabia o que era.

Minha apresentação foi no GoogleDocs, que eles acharam muito útil e interessante. Também ficaram interessados no Ning e no Remember The Milk.

Como calculei mal as horas necessárias para apresentar o conteúdo (e os micros do laboratório de informática tiveram um pequeno probleminha), não deu para falar mais sobre blogs.

Bem, o que ficou dessa experiência?

Minha opinião é que esses recursos, assim como os blogs, ainda são sistemas fechados em si, sendo conhecidos e utilizados apenas por nichos, preferencialmente aqueles com perfis mais voltados para o universo geek e/ou que trabalham com tecnologia.

Assim como blogs são lidos com qualidade, na maior parte dos casos, por blogueiros, a Web 2.0 só é conhecida por gente do ramo.

O que é uma pena, pois um potencial enorme está sendo desperdiçado, principalmente na área de educação, mas também no quesito empregabilidade e networking, fundamentais para quem está numa faculdade.

Enquanto professores e instituições não tomarem conhecimento desses recursos e os utilizarem dinamizando assim o ensino, os mesmos ficarão restritos a uma tribo.

Bem, estou fazendo a minha parte. Numa das disciplinas que estou lecionando neste semestre (Comunicação e Expressão), a ementa exige que ser faça uma abordagem sobre “novos meios de comuniação da atualidade (blogs, fóruns, chats…)”.

Bingo!

Criei um blog para a disciplina. Vou apresentar coisas como o Ning, o Plaxo e o Remember The Milk. Vamos criar blogs como projetos de conclusão da disciplina. O GoogleDocs está na pauta de uma aula.

Os alunos? Bem, até o momento, alguns estranharam, outros ficaram interessados, outros indiferentes. Normal.

Espero que dê certo. Vou postar aqui o que de mais interessante for acontecendo e ao final de tudo, farei uma análise dos resultados.

Se pelo menos, ao final da disciplina, um aluno entrar na Web 2.0 prá valer, já me darei por satisfeito.

Não é de grão em grão que a galinha enche o papo?

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Domingo XI: olimpíadas

Acabou.

Todo o mundo se despede de Pequim e das Olimpíadas 2008. Os chineses souberam fazer uma das mais bonitas sedes das olimpíadas de todos os tempos. O Cubo d´Àgua e O Ninho de Pássaro marcaram para sempre as imagens dos jogos.

Pena que nada mudou naquele país depois de um evento desse porte. Na verdade, não mudou nem durante, apesar de todas as promessas feitas pelos organizadores da festa.

Vão continuar as censuras à liberdade de expressão e à internet; vão continuar a assustadora poluição e a mão-de-ferro do regime chinês; vai continuar a opressão ao Tibet.

Mas ninguém quer mexer com a China. Forte aliada comercial. Fornecedora de mão-de-obra barata (escrava?) para as grandes indústrias do planeta, que fazem vistas grossas ao gritante desrespeito aos direitos dos trabalhadores.

Mas ninguém nem taí - nem a gente, né? E tome produto Made in China na mão de todo mundo…

Além disso, todo mundo tem medo da China por causa da sua população. É gente demais! Vai que a gente irrita muito eles e todos decidem pular ao mesmo tempo e tirar a Terra da sua órbita? Ou, como diz a Mafalda, logo abaixo:

Prá nós, brasileiros, foi decepção atrás de decepção. E olha que estou falando só daqueles esportes que eram favoritos.

Ficamos com menos medalhas, comparando com os jogos de Atenas. Mas segundo o presidente do Comitê Olimpíco, este ano enviamos mais atletas, em mais modalidades, o que mostra uma evolução. Mesmo?

E o Brasil quer sediar os jogos de 2016. Se não tiver investimento, vamo é passar vergonha em casa. Sei não, é melhor deixar prá lá. Vejam só a Inglaterra: terminou em quarto lugar. Quer apostar que ela vai brigar prá ficar mais um cima quando tiver jogando em casa?

Bem, fiquei cansado de tanto ver gente correndo, nadando, pulando, brigando e caindo de bunda.

Até 2012.

Pros normais, até amanhã.

Tenham uma boa semana.

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Érico Veríssimo

Estava arrumando a bagunça que normalmente é o meu quarto (gibis, cd’s, dvd’s, livros, revistas e o escambau, para desespero da patroa) quando reencontrei um pequeno grande livro, que achava ter perdido no limbo: Noite, de Érico Veríssimo.

Foi aí que bateu uma saudade.

Érico Veríssimo foi o “companheiro literário” mais presente durante um período da minha vida: final dos anos 1980, recém empossado num emprego público federal, com duas horas de almoço prá gastar e sem nada prá fazer nesse tempo.

Foi quando descobri que, como funcionário, podia me cadastrar nas bibliotecas da universidade e retirar livros. Pronto!

Foi o período em que mais li na minha vida: de 1989 até 1992. Tinha dias em que eu praticamente engolia a comida e ia correndo para a biblioteca central para escolher os livros que ia ler durante a semana. Na época, fiz uma relação de quantos livros li nesse período, mas a perdi. Não me lembro mais quantos foram. Só sei que foram muitos.

Entre todos, o autor que mais me marcou foi Érico Veríssimo. Já tinha ouvido falar dele e de seus livros. A biblioteca tinha todos. Por qual começar foi a grande dúvida.

Aí, esse livro aí em baixo chamou minha atenção pelo título:

Solo de Clarineta, em dois volumes, é a autobiografia do escritor. Gostei muito do título, achei poético. Decidi começar por ele.

Como diz outro querido escritor, Manuel Bandeira, foi um alumbramento! Li rápido e em poucos dias, já pegava a segunda parte, que devorei igual à primeira. E foi aí que me apaixonei pelo autor.

Então, decidi seguir suas obras pelo ano de publicação: Clarissa, Caminhos Cruzados, Música ao Longe, Um Lugar ao Sol e Olhai os Lírios do Campo.

Decidi pular Saga e parti para aquela que é, para mim, sua obra-prima, um dos maiores romances da literatura mundial: O Tempo e o Vento.

Composta por três partes (O Continente, O Retrato, O Arquipélago), distribuídas em sete livros, a saga conta a formação do Rio Grande do Sul através da história da família Terra Cambará.

Cheia de personagens emblemáticos e marcantes como Ana Terra, Capitão Rodrigo, Bibiana Terra, Floriano Cambará, a saga foi publicada de 1949 a 1962.

Veríssimo é um escritor raro, daqueles que conseguem prender o leitor desde a primeira linha.

Ao ler suas descrições de batalhas, diálogos, paisagens e personagens, era como se eu estivesse vendo um filme na minha cabeça, tamanha a riqueza de detalhes. Dava para escutar os sons, sentir os cheiros; ficar com fome numa cena de banquete ou com sede durante uma reunião de amigos bebendo cerveja (que foi resfriada no fundo de uma cacimba).

Apesar da imensidão da obra, em nenhum momento ela se torna cansativa, entediante ou desinteressante.

O Tempo e o Vento merecia virar um filmaço daqueles - ou uma graphic novel em vários capítulos!

Vou correndo reler Noite. Qualquer dia, escrevo uma resenha sobre essa fantástica novela, uma obra gigante contida num…livrinho.

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